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Doenças e Afecções - Encefalite Eqüina

Doenças e Afecções - Encefalite Eqüina

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe

Esta doença também é conhecida como falsa raiva, peste-de-cegar, doença de Aujesky. Ela é causada por vírus que atacam o sistema nervoso central dos eqüinos e causam pertubações diversas. O índice de mortalidade é de 60%.

A encefalite eqüina é uma virose aguda e grave que atinge, principalmente os rebanhos dos Estados Unidos da América e algumas regiões do norte da América do sul. Além dos eqüídeos, pode também atacar outros mamíferos como o homem, pássaros e répteis. Dentre os eqüídeos, os cavalos são os mais suscetíveis.

Nos animais doentes o vírus se encontra no sangue, vísceras e medula óssea. É transmitida por morcegos hematófagos, carrapatos e provavelmente mosquitos. Pode contagiar pelas fossas nasais e pelas vias digestivas.

Sua incidência é variável e ataca animais de todas as idades, principalmente potros. A encefalite eqüina é produzida por três tipos de vírus já diagnosticados: tipo Leste; tipo oeste; tipo Venezuelano. No Brasil foi isolado apenas o virus tipo Leste americano. Estes vírus são imunologicamente distintos, variando também sua virulência, ainda que seus sintomas sejam análogos.

SINTOMAS - no Brasil, especialistas que estudaram a enfermidade descrevem os sintomas que se seguem:

pertubações na locomoção - incoordenação motora, andar irregular e em círculo;
febre (no processo inicial de viremia);
hipersensibilidade ao ruído, tato e períodos de excitação com aparente cegueira;
sonolência, apatia, quedas freqüentes;
visão comprometida, daí o nome de "peste-de-cegar".
emagrecimento rápido;
pálpebras caídas
apátia e apoio da cabeça nos obstáculos, do que resulta o aparecimento de escoriações mais ou menos extensas;
Na última dase o animal deita-se em decúbito lateral completo e debate-se desordenadamente com os membros, perfurando o solo numa profundidade de 20 a 30 cm, em forma de segmento de círculo (movimento de pedalagem). Geralmente a duração da moléstia é de 2 a 7 dias.

PROFILAXIA - resume-se nas seguintes medidas:

combate aos mosquitos;
desinfecção dos alojamentos;
vacinação dos animais suscetíveis - Não se deve esquecer, porém, que as vacinas só protegem contra o tipo de vírus com que foram preparadas.
TRATAMENTO - Os animais doentes devem ser retirados do trabalho e colocados em local sossegado e escuro, mantidos sob boas condições higiêncas. O soro antiencefalomielítico, eficaz apenas no início da enfermidade, que deve ser aplicado por um médico veterinário.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora Chefe

BIBLIOGRAFIA:

Millen, Eduardo - Guia do Técnico Agropecuário "Veterinária e Zootecnia"

Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1984
Edwarads, Elwyn Hartley - Horse

A Dorling-Kindersley Book - 1993
Santos, Ricardo de Figueiredo - Eqüideocultura

J. M. Varela Editores, 1981

Torres, A. Di Paravicini e Jardim, Walter R. - Criação de Cavalos e outros eqüinos

Nobel, 1987

referencia:http://www.saudeanimal.com.br/encefalite.htm


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